** * Depoimento de uma estudnte:
Estudei em escola particular da Educação Infantil até o 3º ano do Ensino Médio. De 1ª a 4ª Série tive uma única professora “eu nunca a esquecerei”, todas as sextas-feiras tinha "argüição"(..afff) de matemática e quem errasse a tabuada ficava de castigo sem recreio “eu sempre ficava”, pois nunca acertava, nem mesmo as mais fáceis.
Não sei se por obra do destino, quando cheguei à quinta série achei que meus problemas teriam se resolvido , que tudo seria diferente, e que não passaria mais a vergonha de não saber matemática. No primeiro dia de aula, tive vontade de morrer. A minha professora de matemática foi a mesma que me acompanhou durante os quatro anos anteriores. Tudo bem! Pelo menos eu não era a única que não sabia a tabuada, e nos dia de prova ela dividia a turma em duas salas a dos “burros” e a dos “inteligentes”, não era novidade! Eu sempre estava na sala dos burros.
Todos os anos passava direto e com notas boas em todas as disciplinas, mas ficava em matemática, cheguei a perder na 7ª série por 0,5 ponto. Foi terrível!
Iniciei o ensino médio, fazendo o curso de administração, quando estava na IV unidade, o diretor chegou para mim e disse que eu estava no curso errado, pois eu tinha cara e postura de professora. Desisti do curso de administração. E no outro ano iniciei um novo curso que foi o de magistério e por incrível que pareça, consegui me encontrar e vi que realmente eu estava no curso errado.
Até que... Fiz meu primeiro vestibular, zerei matemáticaaaa! O segundo não foi diferente... Até que o terceiro marquei tudo na letra “a” de cima até em baixo e consegui passar. Já estava lecionando há alguns anos e resolvi fazer uma revira volta em minha vida, trabalhar com matemática para quebrar o trauma. Quando cheguei ao planejamento foi lindo! O orientador falou que o professor de matemática deveria compreender o aluno e entender o caminho pelo qual ele chegou ao resultado. Nossa, fiquei tão feliz! Agora me compreendia um pouco. E estava entrando na universidade isso iria me ajudar a compreende mais ainda.
Desisti de lecionar matemática no mesmo dia, mesmo sabendo que com minha experiência poderia ajudar outras pessoas, mas não suportava, nem ouvir esse nome. Nesse mesmo ano minhas aulas na Universidade iniciaram. Que coisa boa! O meu professor de matemática era o mesmo do curso. Ele iria me compreender na primeira prova. Fiz todas as questões consciente. Quando recebi!”4,0”, mas todos os resultados estavam corretos. Indignei-me e fui falar com ele, questionei o porquê daquela nota se estava tudo correto, ele me disse que realmente estava, mas eu não tinha usado as regras, eu pedi a ele que olhasse no meu olho e lembrasse bem do dia em que ele havia dito que o mais importante era o resultado e não o meio como tinha chegado a ele, Expliquei para ele que eu sabia fazer aquilo. Eu só não conseguia usar a regra, ele rio e me disse que eu estava certa. Fiquei com nota 8,0.
Depois desse dia cansei do discurso (me joguei no mundo das drogas) achei menos dolorido colar, a partir daí, não tive mais chateação com matemática, pois só tirava nota boa. Sei que errei, mas entreguei as armas. E dizer que em relação à matemática eu perdi a guerra e toda vez que tiver oportunidade eu colo em prova de matemática, de preferência nem faço. E não a suporto cada dia que passa.
Para minha prática profissional o curso que escolhi que foi Pedagogia tornou-se cada vez mais interessante, pois enriqueceu a minha metologia pedagógica e me fez compreender melhor o porquê de tantos impasses na educação. E para minha maior felicidade tem pouca carga horária de matemática. Hoje, trabalho com uma terceira série e faço o possível para que a matemática na vida de meus alunos não seja um monstro como foi na minha. Procuro torná-la divertida e interessante de ser estudada, por meio de jogos e atividades concretas que estimulem a aprendizagem de meus alunos e que vejam a matemática como útil, necessária, desafiadora e não um problema.
Estudei em escola particular da Educação Infantil até o 3º ano do Ensino Médio. De 1ª a 4ª Série tive uma única professora “eu nunca a esquecerei”, todas as sextas-feiras tinha "argüição"(..afff) de matemática e quem errasse a tabuada ficava de castigo sem recreio “eu sempre ficava”, pois nunca acertava, nem mesmo as mais fáceis.
Não sei se por obra do destino, quando cheguei à quinta série achei que meus problemas teriam se resolvido , que tudo seria diferente, e que não passaria mais a vergonha de não saber matemática. No primeiro dia de aula, tive vontade de morrer. A minha professora de matemática foi a mesma que me acompanhou durante os quatro anos anteriores. Tudo bem! Pelo menos eu não era a única que não sabia a tabuada, e nos dia de prova ela dividia a turma em duas salas a dos “burros” e a dos “inteligentes”, não era novidade! Eu sempre estava na sala dos burros.
Todos os anos passava direto e com notas boas em todas as disciplinas, mas ficava em matemática, cheguei a perder na 7ª série por 0,5 ponto. Foi terrível!
Iniciei o ensino médio, fazendo o curso de administração, quando estava na IV unidade, o diretor chegou para mim e disse que eu estava no curso errado, pois eu tinha cara e postura de professora. Desisti do curso de administração. E no outro ano iniciei um novo curso que foi o de magistério e por incrível que pareça, consegui me encontrar e vi que realmente eu estava no curso errado.
Até que... Fiz meu primeiro vestibular, zerei matemáticaaaa! O segundo não foi diferente... Até que o terceiro marquei tudo na letra “a” de cima até em baixo e consegui passar. Já estava lecionando há alguns anos e resolvi fazer uma revira volta em minha vida, trabalhar com matemática para quebrar o trauma. Quando cheguei ao planejamento foi lindo! O orientador falou que o professor de matemática deveria compreender o aluno e entender o caminho pelo qual ele chegou ao resultado. Nossa, fiquei tão feliz! Agora me compreendia um pouco. E estava entrando na universidade isso iria me ajudar a compreende mais ainda.
Desisti de lecionar matemática no mesmo dia, mesmo sabendo que com minha experiência poderia ajudar outras pessoas, mas não suportava, nem ouvir esse nome. Nesse mesmo ano minhas aulas na Universidade iniciaram. Que coisa boa! O meu professor de matemática era o mesmo do curso. Ele iria me compreender na primeira prova. Fiz todas as questões consciente. Quando recebi!”4,0”, mas todos os resultados estavam corretos. Indignei-me e fui falar com ele, questionei o porquê daquela nota se estava tudo correto, ele me disse que realmente estava, mas eu não tinha usado as regras, eu pedi a ele que olhasse no meu olho e lembrasse bem do dia em que ele havia dito que o mais importante era o resultado e não o meio como tinha chegado a ele, Expliquei para ele que eu sabia fazer aquilo. Eu só não conseguia usar a regra, ele rio e me disse que eu estava certa. Fiquei com nota 8,0.
Depois desse dia cansei do discurso (me joguei no mundo das drogas) achei menos dolorido colar, a partir daí, não tive mais chateação com matemática, pois só tirava nota boa. Sei que errei, mas entreguei as armas. E dizer que em relação à matemática eu perdi a guerra e toda vez que tiver oportunidade eu colo em prova de matemática, de preferência nem faço. E não a suporto cada dia que passa.
Para minha prática profissional o curso que escolhi que foi Pedagogia tornou-se cada vez mais interessante, pois enriqueceu a minha metologia pedagógica e me fez compreender melhor o porquê de tantos impasses na educação. E para minha maior felicidade tem pouca carga horária de matemática. Hoje, trabalho com uma terceira série e faço o possível para que a matemática na vida de meus alunos não seja um monstro como foi na minha. Procuro torná-la divertida e interessante de ser estudada, por meio de jogos e atividades concretas que estimulem a aprendizagem de meus alunos e que vejam a matemática como útil, necessária, desafiadora e não um problema.
C. S. R. Silva.







